Rebelião em presídio de Luziânia termina com três mortes confirmadas

A situação no Centro de Prisão Provisória (CPP) foi controlada após nove horas de rebelião. Como saldo final, dois detentos e um agente perderam a vida durante a revolta. Nove detentos serão transferidos para o presídio de Goiânia.

Segundo o superintendente penitenciário de Goiás, Newton Castilho, os detentos justificaram o ato com a presença de um estuprador dos próprios filhos entre eles. Más condições de estadia também estaria entre as reivindicações. Para o delegado de homicídios de Luziânia, Maurício Passerini, houve tentativa de fuga.

Apenas três nomes de mortes foram confirmados. Silvio de Jesus Silva, 39 anos, foi preso em junho por, segundo o coronel, estuprar dois filhos. Ele foi o mais atingido pela rebelião. Teve o corpo queimado, as pernas arrancadas e o peito aberto. A outra vítima foi presa por tráfico em dezembro do ano passado: William Rosa da Silva, 29 anos. O agente penitenciário Valdson de Oliveira levou um tiro na perna e morreu ainda na madrugada. Todos foram atacados pelos próprios presos.

O presídio é localizado em área residencial. Durante toda a operação, o quarteirão foi isolado e familiares mantidos a distância. Segundo o coronel Castilho, parte da estrutura do local foi danificada e queimada. No local há 28 celas coletivas e tem capacidade para 210 detentos, mas há 320 presos. “Em todo lugar há superlotação. Isso aqui não é hotel”, disparou o superintendente.

Posicionamento

Em nota, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) informou que, por volta das 23h30 deste domingo (10), um preso simulou que estava passando mal. No momento em que prestavam atendimento, dois servidores de plantão foram rendidos e desarmados pelos presos.

Ainda na madrugada desta segunda-feira (11) começaram as negociações, devidamente acompanhada por membros do Ministério Público de Goiás e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Goiás), com o intuito de conter o ato.

 

Fonte: Jornal de Brasília

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